Pare no lugar certo!

uma reflexão sobre o pensar no próximo.

Atualmente, trabalho também em um hospital. Estacionar aos arredores é sempre difícil. As vagas são limitadas, pois o entorno é repleto de guias rebaixadas por conta das casas que ali existem. Por estar ali há anos, já memorizei a quantidade de vagas disponíveis em cada espaço. Mas sempre me deparo com algo que me deixa, no mínimo, possesso!

O egoísmo no uso do espaço público

Uma boa parcela das pessoas não se importa em ocupar mais de uma vaga quando estaciona seu lindo carrinho. Hoje, por exemplo, contei no mínimo três vagas perdidas para os folgados de plantão. Meio metro para frente ou para trás e o problema não existiria. Tive que parar em um lugar bem mais longe, o que, para mim, não haveria problema, desde que não existissem folgados!

Esse texto pode parecer tendencioso, mas não se trata de um preconceito, e sim de uma constatação. A maioria dos carros que se encontra nesse contexto, ocupando mais espaço do que o necessário, são os de maior valor monetário. Me pergunto: por quê? Será que “quem tem mais” está deixando de se importar com os que têm menos? A história, infelizmente, mostra isso como quase uma regra: os “poderosos” sobre os “fracos” mais uma vez?

A arrogância disfarçada de justificativa

Intrinsecamente, o que se observa é isso. Parecem dizer: “eu mereço mais espaço”, “não quero que ninguém encoste em mim”, “vou deixar aqui porque depois fica difícil sair, meu carro é muito grande”. Essa última, com certeza, é uma compensação para algo que é pequeno… deixem a imaginação fluir.

Hoje, o psicólogo está puto! Não porque tive que parar mais longe. Em um pensamento mais estoico (vide filosofia), diriam que se algo não está em seu controle, não deveria lhe tirar a paz. O que, aparentemente, é exatamente isso nesse caso. Mas, como não sou Sêneca, muito menos Marco Aurélio – longe disso – a coisa se complica um pouco.

O verdadeiro problema: a falta de empatia

Minha indignação não é pelo fato propriamente de ocupar mais espaço do que o necessário, mas sim pela motivação do ato em si. Vou explicar de uma forma que talvez seja mais clara! Se você não se importa com o próximo, na minha opinião, você é uma péssima pessoa. Não aprendeu o básico sobre como viver em sociedade e acredita, como um(a) menino(a) mimado(a), que o mundo gira ao seu redor e que todos nasceram para lhe servir.

— Nossa! Só porque eu estacionei errado?
— Claro que não. O texto não é sobre estacionar errado. É sobre você sair do carro, dar uma volta nele e não ligar de estar usurpando o direito do outro também estacionar o mais próximo possível do lugar onde deseja ir. Péssimo comportamento! Pior que isso só o pessoal que joga papel de bala ou latinha de cerveja pela janela com o carro em movimento.

Felizmente, esse tipo de gente egoísta e mesquinha, quando precisar de ajuda, sempre a encontrará. Porque, graças a Deus, não são a maioria. Há adultos suficientes para tocar esse mundo. Minha torcida é para que um dia elas aprendam e mudem de atitude também.

A mensagem de hoje é: deixe de ser folgado e pense um pouco no próximo. Se você é um deles, mesquinho e prepotente, mude logo. Se não for, orgulhe-se e fique feliz. Eu me alegro aqui com você, somos a maioria.

Um abraço e fiquem bem!

Rodrigo Bazzan – 15/05/2025

Rodrigo Bazzan

Psicólogo Clínico

“Onde o amor reina, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro” Carl Jung

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