A poderosa Coxinha!

um texto para viver uma vida mais leve! leve coxinhas!

O Ritual da Coxinha e a Psicologia dos Excessos

Há quem diga que nunca viu alguém triste comendo uma coxinha! E você sabe que existe todo um ritual para apreciar essa delícia. A maneira correta é começar pela ponta/biquinho; se você faz de outra forma, acredite, tudo o que acontece de errado na sua vida, muito provavelmente, é por conta desse sacrilégio! Imperdoável! (Preciso escrever que isso é uma brincadeira, pois as pessoas hoje em dia têm muito pouco senso de humor).

Coxinha com Psicologia?

Brincadeiras à parte, coxinha com psicologia? “-Eita, o psicólogo endoidou, ficou muito tempo sem terapia, bateu a cabeça e fundiu os miolos!”

Dito isso, calma que a gente chega na correlação!

Os Excessos e as Boas Histórias

Leia de novo se não entender! A vida sem excessos não me parece ser uma vida legal de ser vivida! Se não entendeu, volte no início da frase. Afinal, os excessos são justamente aqueles momentos onde você terá boas histórias para contar. Quem não se lembra do seu primeiro porre? Daquele dia que comeu quatro pratos de feijoada e foi parar no hospital? Ou ficou sentado a noite no “trono” porque misturou pudim de leite condensado, Yakult e uma deliciosa e super gordurosa costela na panela de pressão com arroz branco?

Além disso, sei com certeza que cada um de nós teve seus momentos de excesso! Passamos mal, sofremos e hoje lembramos com uma certa nostalgia, como gladiadores(as) da Roma antiga, contando suas façanhas de batalha: “-Sobrevivi!”, “-Nunca mais na minha vida…”, “-Deus me livre!”. Excessos!

Os Excessos São Sempre Ruins?

Mas será que excessos desse tipo são prejudiciais à saúde? A resposta é não, definitivamente não! Vou explicar:

Exacerbar, exceder, ultrapassar, abusar, compulsar, intensificar, desmedir, é aproveitar e viver um momento em toda a sua intensidade. Já que é pra viver, vamos viver direito. Você já deve ter conhecido aquele ou aquela chato(a) de galochas que vive acabando com a alegria de viver da gente:

“…nossa, isso faz mal!”, “…ai, credo, depois você vai se arrepender!”, “…pra que isso?”, talvez uma boa resposta seja: “PRA VIVER, SEU(UA) CHATO(A)!”

Lembre-se, você é adulto, responsável, paga suas contas, então não deixe que outras pessoas lhe imponham como sua vida deve ser vivida! Seja responsável e tenha em mente que as consequências de nossas escolhas sempre virão! Mas, por favor, chega de viver com medo!

Quando o Excesso se Torna um Problema?

Portanto, excessos não são prejudiciais por si só. Mas… é bem provável que, se forem usados como fuga, acabem sendo! Veja, não tem problema nenhum em tomar um porre de vez em quando. Agora, porre todo dia, toda semana, já é um alerta! Nenhum problema em comer excessivamente em uma ou outra refeição, “pratão de pedreiro”, manja? Mas se estou usando a comida para compensar a ansiedade, por exemplo, e a maioria das refeições eu me acabo de tanto comer, aí é problema!

Então, excessos em si não são prejudiciais. A rotina de excesso é que vai acabar com você! A rotina de excesso está intimamente ligada a alguma fuga emocional, ao alívio temporário (recompensa imediata). A pessoa vicia no bem-estar que o excesso traz de forma imediata e ignora o prejuízo a longo prazo. O cérebro, ao perceber essa gratificação imediata, associa o comportamento ao alívio emocional. Mesmo sabendo que o excesso pode ter consequências negativas, o impulso de buscar esse alívio imediato pode ser forte e contínuo.

Conclusão: A Coxinha nos Salvará!

Por fim, é sobre isso! Tome cuidado! Agora, a nossa superpoderosa coxinha… bem, ela sempre nos “salvará” em um momento ou outro, esporadicamente, absolutamente sob controle, e continuará fazendo a vida de muita gente mais feliz e gostosa!

Rodrigo Bazzan – 06/02/2025

Rodrigo Bazzan

Psicólogo Clínico

“Onde o amor reina, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro” Carl Jung

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