Ou se mexe ou esquece!

uma reflexão sobre a necessidade de sair da zona de desconforto! Isso mesmo desconforto!

O Inferno Conhecido e a Tentação da Inércia

Ah! O velho inferno conhecido… Como ele é tentador! Como seu calor afaga os corações daqueles cuja angústia da mudança gela toda a alma, de cima a baixo, sempre que um pensamento “inovador” e “perigoso” nos atravessa a mente. Ainda que estejamos a 50°C à sombra, sem uma gota d’água ao redor, parece mais suportável do que esse “buraco no estômago” que a incerteza nos traz. Sim, soa irônico, mas é exatamente assim que funcionamos.

Já devo ter escrito sobre isso em outros textos, mas acredito que nunca como tema principal. Ou posso estar redondamente enganado. Ainda assim, a relevância permanece. Mesmo que pareça um repeteco, é necessário reforçar: mexa-se! Caso contrário, não reclame, aceite que dói menos. Torne-se um conformado de carteirinha e continue culpando o mundo pela sua dor e falta de coragem.

Essa foi pra mim!

Em tudo que escrevo, falo primeiro para mim mesmo. Depois, deixo o alerta para quem mais se interessar. Esse exercício se tornou um meio eficaz de sublimação da minha psique e, até agora, tenho adotado fielmente essa prática diária de reflexão. A “bronca” explode na minha mente, então compartilho com o restante. Se servir, ótimo; se não, ignore com sucesso.

A Necessidade de se Mexer

A vida tem me cobrado ultimamente um pouco mais de coragem. E é difícil admitir que isso me provoca medo. Mas para quê mentir? De nada me serve a falsidade se ela me mantiver estagnado, mostrando algo que não sou e, pior, me deixando descontente comigo mesmo. O primeiro passo sempre será ser honesto consigo mesmo.

Há momentos em que o desconforto cresce tanto que se torna impossível ignorá-lo. Às vezes, até patológico. E quando isso acontece, não basta querer sair da zona de conforto – é preciso sair da zona de desconforto. Parece um jogo de palavras, mas faz todo sentido: se algo está ruim há muito tempo e nada muda, não espere um resultado diferente sem ação.

Sair, seja lá de onde for, sempre exige esforço. É preciso abrir a porta, caminhar rumo ao desconhecido, enfrentar o medo, a sensação de incapacidade… e, mesmo assim, seguir em frente. O que virá? Não sabemos. Mas uma coisa é certa: aquilo que hoje parece intragável será, enfim, resolvido.

A Coragem Como Caminho

Outras dificuldades virão, mas a abordagem deve ser a mesma: se algo não está bom há tempo demais, é hora de mudar.

Mario Sergio Cortella escreveu um livro chamado A sorte segue a coragem. O título, por si só, já carrega um ensinamento poderoso. A sorte não aparece para quem espera de braços cruzados, mas para aqueles que se movem, mesmo com medo.

E quando as coisas melhorarem, vão dizer que foi “sorte”. Mas poucos saberão a coragem que foi necessária para que essa “sorte” surgisse.

Então, o que você escolhe? O calor do velho inferno conhecido ou a incerteza de um novo caminho?

Abraços e fiquem bem.

Rodrigo Bazzan – 25/03/2025

Rodrigo Bazzan

Psicólogo Clínico

“Onde o amor reina, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro” Carl Jung

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