uma reflexão sobre o silêncio e suas inplicações
Silêncio! Para nós, introspectivos, algumas vezes é mais esperado do que comida em dia de festa. Ele acalma a alma, estranhamente como uma explosão de paz — uma explosão sem barulho 😄. Depois de um dia agitado e intenso, o que mais desejo é SILÊNCIO.
Quando querer não é poder
Mas às vezes, como diz o ditado: “Querer não é poder!” Pelo menos de imediato, não se tem silêncio. Há sempre outras coisas para resolver quando chego em casa. Antes do silêncio, é preciso dar atenção. Todos adoram atenção, sentem-se amados — e eu também. Nem os gatos escapam… ou eu deles, seja lá como for.
Depois, tento encontrar um lugar de paz, de silêncio… pelo menos por cinco minutos. Confesso que é uma tarefa difícil durante a semana. Silêncio mesmo, só quando todos foram dormir. Ainda assim, não é raro eu acordar à noite — os gatos lá em casa ativam o modo noturno, brincam de pega-pega e passam por cima da gente sem dó nem piedade.
Recarregar em silêncio
Isso, de certa forma, não é ruim. Porque quando o tenho — digo o momento de silêncio — eu valorizo. Aprecio sem medida. Um verdadeiro encontro com o prazer de estar só, em silêncio, em paz. Recarregando! Vida de introspectivo… nada recomendada para a turma do shopping center, os extrovertidos. Acho incrível isso até hoje, depois de terminar a graduação: como somos diferentes até no modo de recarregar nossas energias.
O silêncio que comunica
O silêncio é bom em diversos aspectos. Como forma de descanso — como falei —, mas também como forma de comunicação. Há outro ditado que diz: “Para um bom entendedor, meia palavra basta.” Mas tem horas que o silêncio completo fala mais do que mil palavras, até de forma mais intensa.
O silêncio ajuda nos momentos em que não temos certeza do que dizer, de como agir. Então, ele é bem-vindo.
“É melhor ficar calado e deixar as pessoas pensarem que você é um idiota do que abrir a boca e remover todas as dúvidas.”
Dizem que Abraham Lincoln foi o autor dessa frase… não sei. Então, deixo aqui meu silêncio a respeito.
Há momentos para tudo. E você, extrovertido, precisa aprender que há momentos em que o silêncio é bem-vindo. Então, na dúvida, fique quieto. Tenho certeza de que o resultado será melhor assim.
O silêncio que machuca
Há outras frases que nos fazem pensar sobre o problema de silenciar-se quando não deveríamos. Falam sobre medo, sobre indiferença:
“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”
Essa, atribuída a Martin Luther King.
Silenciar-se, nesse caso, significa acovardar-se. Não se posicionar contra o mal, contra a injustiça e seus sinônimos.
Em outros momentos, o silêncio vem carregado de medo, de dor. Nesse sentido, ele não é bem-vindo, e deve ser extinto.
“O que vão pensar de mim?”
“Vou ficar quieto(a), senão ele(a) vai deixar de me amar!”
“Melhor ficar quieto(a)… ele(a) é muito agressivo(a).”
Caso esses pensamentos (ou similares) estejam por aí, peça ajuda. E quebre o silêncio o mais rápido possível.
Mil formas de usar
Silêncio! Para o bem ou para o mal, há mil e uma maneiras de usar. Seja sábio, pondere e faça suas escolhas.
Hoje, eu quero viver. E se ela — a vida — estiver cheia de barulho… tudo bem! Tenho certeza de que a encontrarei novamente em outro momento: ausente de ondas sonoras, mas não de paz!
Um abraço e fiquem bem!
Rodrigo Bazzan – 25/04/2025

Rodrigo Bazzan
Psicólogo Clínico
“Onde o amor reina, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro” Carl Jung