Não deixem que roubem sua paz!

uma reflexão sobre o “poder” do outro em nós

Tem dias em que tudo parece estar em guerra, menos você. A música do Tim Maia tocando no carro, você cantando e vindo iniciar a rotina. Coisa linda! Tudo está nublado, o dia inclusive, o que normalmente atrapalharia o sentimento de bem-estar. Fomos criados para o Sol, não para viver sem ele — lembre-se disso. Mas, mesmo assim, uma alegria que não se sabe de onde vem. Estranho? Pode ser, mas e daí? Melhor do que ficar triste sabendo ou não o motivo, é estar alegre sem motivo algum. Então, não procure. Felicidade espontânea não precisa de explicação. A gente apenas vive e aproveita o momento o máximo possível.

Graça não se explica, se vive

Às vezes, o bem-estar, a alegria, a provisão, a resolução… vêm de graça mesmo, sem que você tenha feito nada. E isso não acontece só com você ou comigo — alcança tudo o que existe. E quando ela chega sem explicação, sem “merecimento”, causa uma certa estranheza inicialmente. Afinal, nesse mundo tudo é medido e validado pela meritocracia. Não estamos acostumados a receber o “bem” sem ter que retribuir ou estar em crédito previamente.

Ainda bem! Assim como a tristeza aparece às vezes do nada, de vez em quando a alegria também vem sem motivo. Eu chamo isso de graça. Por quê? Porque veio de graça. Porque eu e você não estamos em crédito, mas ela veio mesmo assim. Fique feliz, ora! Que coisa boa um pouco de fôlego e alegria em meio a um mar de preocupações diárias. Sinta-se amado(a)!

A alegria é sua: proteja-a!

Mas não seja tolo ao pensar que o ambiente ao redor favorecerá a permanência desse estado de alegria tão desejado. Haverá aqueles que, no meio do caos, parecem querer lhe arrastar junto para o mal-estar que estão sentindo. Gritos, cobranças, julgamentos… tudo vindo de fora, mas te atravessando por dentro. E é nesse momento que você precisa decidir: o que é seu e o que é do outro?

Nesse momento, lute pela permanência do seu estado de alegria o maior tempo possível. Fale menos, não crie embates, não entre na mesma frequência de quem está tendo um dia ruim. A paz não é ausência de barulho — é saber manter o silêncio onde não vale a pena gastar palavra. É a arte de não se deixar contaminar por aquilo que não te pertence. Não precisa provar nada pra ninguém. A gente não precisa estar triste, preocupado, para ser produtivo.

Não caia na armadilha de resolver tudo

Vai parecer que você não está dando a devida importância aos “problemas” que estão ao seu redor. Mas não! Os problemas sempre estarão lá. Não há vida sem problemas. Resolva um e virá o próximo da lista. Sempre haverá algo a resolver. Mas a felicidade sem motivo, de graça, não vai cair no seu colo todo dia. Então, quando ela vier, valorize-a ao máximo!

É fácil? Não. Mas necessário.

Preserve o que ninguém pode tirar: sua paz

Tem gente que aparece só pra perturbar. Que parece viver da energia que tira dos outros. E, se você não estiver atento, daqui a pouco está respondendo com grosseria, remoendo raiva, carregando peso que não é seu e… perdendo potência. E até a paz. Por quê? Pra quê?

Você pode sair de perto. Você pode não responder. Você pode se preservar.
Isso não é fraqueza. Falta de responsabilidade? Não!
É sabedoria. Sua paz tem que valer mais do que a última palavra num argumento. Se for perdê-la, cale-se! Preserve-se.

Porque, no fim do dia, quem vai deitar com o coração em tumulto ou em serenidade… é você.

Um abraço e fiquem bem.

Rodrigo Bazzan – 29/05/2025

Rodrigo Bazzan

Psicólogo Clínico

“Onde o amor reina, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro” Carl Jung

Botões Alinhados